O professor permanece preso preventivamente enquanto o caso tramita na Justiça — Foto: Reprodução
Um professor da rede estadual de ensino de Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, foi denunciado pelo Ministério Público por estupro de vulnerável contra ao menos sete alunas que tinham entre 7 e 8 anos na época dos fatos. Segundo o MPRS, os abusos teriam ocorrido entre 2025 e 2026, durante momentos de atendimento individual das crianças em sala de aula. O acusado está preso preventivamente.
De acordo com a denúncia, o professor teria se aproveitado da posição de autoridade e da confiança das crianças para praticar atos libidinosos durante atividades da rotina escolar.
Ainda segundo o Ministério Público, os episódios aconteciam principalmente quando o professor atendia as alunas individualmente, sem a presença de outros estudantes.
A acusação também aponta que o investigado teria pedido às crianças que mantivessem os episódios em segredo e utilizado promessas de presentes como forma de evitar que elas contassem o que havia acontecido.
Diante da repetição dos fatos e das circunstâncias descritas na investigação, o MPRS denunciou o professor por estupro de vulnerável, com agravantes e majorantes previstos na legislação, além de continuidade delitiva e concurso material.
Pedido de perda do cargo
A denúncia foi apresentada pela promotora de Justiça Bárbara Bisogno Paz, da Promotoria Criminal de Cachoeirinha.
Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pediu à Justiça a fixação de um valor mínimo para indenização por danos morais a cada uma das sete vítimas identificadas.
O órgão também solicitou, em caso de condenação definitiva, a perda do cargo público ocupado pelo professor na rede estadual de ensino.
Entre os pedidos apresentados estão ainda a inclusão do nome do acusado no Cadastro Estadual de Pedófilos e a coleta de material biológico para inserção do perfil genético no banco de dados oficial.
Investigação continua
A denúncia foi baseada nos inquéritos conduzidos pela 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha e em provas reunidas durante um procedimento cautelar de produção antecipada de depoimentos.
Até o momento, sete vítimas foram identificadas no processo. O Ministério Público, porém, informou que as investigações continuam e que outras possíveis vítimas podem ser identificadas durante a apuração.
O professor permanece preso preventivamente enquanto o caso tramita na Justiça.
As acusações ainda serão analisadas pelo Poder Judiciário, e o investigado terá direito à defesa e ao contraditório ao longo do processo.
Conteúdo Original / Fonte: Metrópoles
Com informações da ContilNet







