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Arqueólogos investigam formação que pode ser a Arca de Noé

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Divulgação/Noah’s Ark Scans Vista aérea da formação Durupinar feita por drone

Arqueólogos e pesquisadores ligados ao criacionismo iniciaram novas escavações em uma formação geológica em formato de barco na Turquia, apontada por alguns pesquisadores como um possível local da Arca de Noé.

A pesquisa, aprovada pela República da Turquia, é conduzida por cientistas da Universidade Cumhuriyet de Sivas em parceria com o grupo Noah’s Ark Scans, na formação Durupinar, localizada próxima ao Monte Ararat, a cerca de 1.920 metros de altitude. A estrutura possui aproximadamente 157 metros de comprimento.

O projeto pretende realizar um mapeamento de alta resolução da formação, análises geofísicas e estudos sobre a composição do terreno, com o objetivo de entender como a estrutura surgiu.

Descoberta da formação

A formação Durupinar chamou atenção pela primeira vez em 1959, quando um capitão do Exército turco identificou, por meio de fotografias aéreas de reconhecimento, uma grande estrutura com aparência semelhante à de um barco. A primeira expedição para investigar o local ocorreu no ano seguinte.

Ara Güler – Fotografia aérea de 1961, que chamou a atenção do mundo para o local

Desde então, diferentes pesquisadores passaram a estudar a área. Ao longo das décadas, foram coletadas as primeiras amostras diretas do subsolo e produzidas imagens com drones que, segundo os pesquisadores, revelaram estruturas lineares e ângulos retos abaixo da superfície.

Os próximos passos da investigação devem levar o projeto do sensoriamento remoto à perfuração direcionada de núcleos em anomalias identificadas por técnicas como GPR e ERT. As amostras poderão ser submetidas à datação por radiocarbono, enquanto câmeras poderão ser utilizadas para verificar a existência de eventuais espaços vazios subterrâneos.

Divulgação/Noah’s Ark Scans
Fotografia de drone sobreposta aos resultados da varredura por radar de penetração no solo, mostrando estruturas internas e ângulos retos a 7 metros abaixo da superfície

Evidências apontadas pelos pesquisadores

Embora os pesquisadores da Noah’s Ark Scans afirmem que ainda não é possível comprovar definitivamente que a formação corresponde à Arca de Noé, o grupo reúne em seu site resultados de pesquisas realizadas ao longo de décadas que, segundo eles, apontariam para essa possibilidade.

Uma das descobertas destacadas pelo grupo é a análise laboratorial de amostras de solo coletadas em 2024. Segundo os pesquisadores, as amostras retiradas da formação Durupinar apresentaram aproximadamente três vezes mais matéria orgânica do que amostras de controle coletadas em profundidades equivalentes fora da estrutura.

Essa elevada concentração de matéria orgânica é consistente com a presença de material biológico decomposto — possivelmente madeira ou outras substâncias orgânicas — dentro da formação. Embora a descoberta por si só não confirme a presença de um recipiente de madeira, ela fornece evidências químicas mensuráveis ​​de que o interior da formação difere significativamente do terreno natural circundante. Noah’s Ark Scans

O grupo também destaca características estruturais da formação. Uma delas é o comprimento estimado em 157 metros, medida que, segundo os pesquisadores, seria aproximadamente equivalente a 300 côvados reais egípcios, unidade que eles relacionam à dimensão atribuída à Arca no livro de Gênesis.

Investigação ainda não confirma a existência da Arca
Apesar das evidências apresentadas pelo grupo, a pesquisa ainda não estabeleceu que a formação seja a Arca de Noé. A investigação atual busca justamente determinar a composição e a origem da estrutura e verificar se as anomalias identificadas no subsolo correspondem a elementos artificiais ou a formações naturais.

Nas redes sociais, a diretora de marketing do projeto, Lauren Witzke, tem compartilhado imagens e atualizações sobre o andamento das pesquisas. Em uma publicação, ela afirmou:

“Quando terminarmos, os currículos universitários precisarão ser reescritos, e o Darwinismo será desmantelado”.

Com informações do portal Último Segundo

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