Postos temporários aplicaram mais de 5,3 mil doses para tentar conter avanço do vírus/ Foto: Reprodução
O estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, registrou 55 novos casos confirmados de sarampo no intervalo entre quarta-feira (23) e esta sexta-feira (25). Com o avanço rápido da infecção, o total de contágios acumulados no estado em 2026 subiu para 890. Os dados foram apresentados pelo Departamento de Saúde da Pensilvânia (DOH).
O surto atinge 39 condados e já provocou a hospitalização de 173 pessoas. Até o momento, quatro mortes associadas a complicações da doença foram confirmadas pelo órgão sanitário estadual.
O quadro local reflete um cenário crítico em nível nacional. Em julho, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) informou que os Estados Unidos alcançaram o maior volume de casos de sarampo dos últimos 35 anos.
O levantamento do DOH indica que a imunização tem sido o fator determinante na proteção da população: menos de 1% dos infectados na Pensilvânia haviam recebido o esquema vacinal completo. O relatório aponta ainda que 31% dos diagnósticos foram confirmados em crianças e adolescentes com menos de 18 anos.
Iniciado no fim de abril, o surto mobiliza ações de contenção por parte do governo estadual. Desde então, mais de 5,3 mil doses da vacina tríplice viral — responsável pela proteção contra sarampo, caxumba e rubéola — foram aplicadas em 165 postos temporários montados nas comunidades com maior número de infecções. As autoridades preveem a abertura de novos pontos de vacinação nas próximas semanas.
Para conter a disseminação do vírus, o Departamento de Saúde atua em parceria com lideranças comunitárias e profissionais de saúde para ampliar o acesso aos imunizantes e combater a desinformação. A redução nas taxas de vacinação infantil é apontada pelos especialistas como a causa central da transmissão sustentada.
O sarampo é uma doença infecciosa grave e com alto poder de transmissão. O vírus permanece ativo no ar ou em superfícies por até duas horas, permitindo o contágio direto pelo contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.
Entre as complicações mais frequentes da doença estão a pneumonia e a encefalite (inflamação aguda no cérebro). Crianças com menos de cinco anos e adultos não vacinados integram o grupo de maior risco para o desenvolvimento de quadros graves e fatais.
A aplicação da vacina tríplice viral permanece como o método mais eficaz de prevenção. O calendário oficial de vacinação indica a administração de duas doses na infância, aplicadas aos 12 e 15 meses de vida. Em cenários de surto e alta circulação do vírus, órgãos de saúde recomendam doses de bloqueio para bebês a partir dos seis meses de idade, além da atualização da carteira vacinal para adultos suscetíveis.







