Tarifaço dos EUA e guerra no Irã levam empresas a pedir R$ 12 bilhões ao BNDES

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Tarifaço dos EUA e guerra no Irã levam empresas a pedir R$ 12 bilhões ao BNDES

Indústria química, farmacêutica, têxtil e exportadores para o Golfo Pérsico estão entre os beneficiados/ Foto: Reprodução

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contabilizou R$ 12 bilhões em solicitações de empréstimos no âmbito do Plano Brasil Soberano. Criado inicialmente para apoiar companhias afetadas pelas tarifas de importação aplicadas pelo governo dos Estados Unidos, o programa teve o escopo ampliado para socorrer setores prejudicados pela crise geopolítica decorrente dos conflitos militares promovidos por americanos e israelenses no Irã.

Ao todo, o montante reservado para esta etapa da iniciativa alcança R$ 22,6 bilhões. A estrutura de financiamento reúne R$ 13,5 bilhões provenientes do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões disponibilizados pelo próprio caixa da instituição bancária estatal.

Até o momento, o banco público oficializou a aprovação de R$ 2,2 bilhões em operações de crédito para atender companhias atingidas pelas turbulências no comércio exterior.

A liberação de verbas do programa foi organizada em três grupos prioritários de atendimento:

  • Grupo 1 (Tarifas nos EUA): R$ 814 milhões foram liberados para negócios diretamente impactados pelas sobretaxas americanas e para a sua cadeia de fornecedores nacionais.

  • Grupo 2 (Setores industriais estratégicos): R$ 843 milhões foram destinados a áreas como indústria têxtil, química, farmacêutica, fertilizantes e extração de minerais estratégicos.

  • Grupo 3 (Exportadores para o Golfo Pérsico): R$ 512 milhões atenderam companhias que mantêm comércio com países da região (Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã), cujas rotas logísticas foram afetadas pela escalada militar.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, as medidas de socorro respondem diretamente aos desdobramentos diplomáticos e econômicos no exterior.

“Nesse contexto geopolítico, o Brasil Soberano cumpre o papel de apoiar as empresas nacionais para que mantenham os negócios, diversifiquem os mercados exportadores e ampliem sua capacidade produtiva”, afirmou o dirigente da instituição financeira pública.

A expectativa da diretoria do banco é acelerar a análise das propostas restantes para garantir o fluxo de caixa do setor produtivo voltado às vendas internacionais.

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