China critica sanções dos EUA a Cuba e cobra respeito ao Oriente Médio na ONU

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China critica sanções dos EUA a Cuba e cobra respeito ao Oriente Médio na ONU

Representante chinês também cobrou respeito à soberania no Golfo Pérsico durante a 81ª Assembleia Geral/ Foto: Reprodução

Em discurso proferido na tarde deste sábado (26) durante a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o vice-presidente da China, Han Zheng, cobrou a suspensão imediata das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos a Cuba.

Sem mencionar diretamente o governo americano pelo nome, o representante de Pequim criticou o uso de medidas coercitivas e exigiu a interrupção de pressões militares contra a ilha caribenha.

“A China insta o país em questão a cessar imediatamente o uso da ameaça da força contra Cuba e a suspender imediata e completamente o bloqueio e as sanções”, declarou Han na tribuna em Nova York.

O vice-presidente chinês também abordou as tensões no Oriente Médio, cobrando o respeito à soberania dos países da região e do Golfo Pérsico, em meio ao conflito armado mantido por Washington com o Irã desde o início do ano.

Apesar do tom crítico no plenário das Nações Unidas, Washington e Pequim registraram avanços em pautas bilaterais durante a semana. Em reunião recente na Casa Branca, o presidente chinês Xi Jinping e o presidente americano Donald Trump fecharam um acordo para reduzir tarifas de importação sobre US$ 30 bilhões em mercadorias de ambos os lados.

Ao defender a posição geopolítica de seu país, Han também enalteceu o desempenho econômico e social interno. “A China realizou dois milagres em seu próprio território: a rápida ascensão ao poder econômico e a estabilidade social a longo prazo”, afirmou.

A sessão do debate geral da ONU havia sido aberta na última terça-feira (21) pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Em um pronunciamento de 22 minutos, o chefe do Executivo do Brasil criticou a fragilidade das instituições multilaterais, rejeitou ingerências externas no processo eleitoral brasileiro e defendeu temas centrais de sua agenda política.

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