A MP (Medida Provisória) que proíbe as bets deve prever efeitos imediatos, sem período de transição para as empresas hoje autorizadas a operar no Brasil ou patrocinadas pelas apostas.
A possibilidade de dar prazo para a adaptação dos contratos foi discutida em reunião com Lula, mas essa posição foi vencida. A CNN apurou que o presidente do PT, Edinho Silva, e o ministro da Secom, Sidónio Palmeira, defenderam posições diferentes diante do presidente.
A divergência envolve, consequentemente, setores que recebem recursos das casas de apostas, como patrocínios, a exemplo de grupos de mídia e clubes de futebol. Um levantamento interno do próprio governo estima que as bets investiriam R$ 2,3 bilhões em publicidade em 2026 e que a perda dessa receita pode levar a demissões em veículos de comunicação.
No futebol, o mesmo levantamento calcula em R$ 1,4 bilhão os patrocínios das bets. Essa receita corresponderia, em média, a 20% da folha de pagamento dos maiores clubes.
Como mostrou a CNN, o governo ainda examina medidas para amenizar a perda de receitas dos clubes, incluindo linhas de crédito com juros mais baixos e renegociação de dívidas. A eventual ajuda aos times não altera, no entanto, a previsão de efeito imediato da MP.







