Força-tarefa resgata 479 pessoas de trabalho escravo em 18 estados

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Força-tarefa resgata 479 pessoas de trabalho escravo em 18 estados

Empregadores foram autuados e tiveram que pagar R$ 1,4 milhão em verbas rescisórias e trabalhistas/ Foto: Reprodução

Uma operação conjunta resgatou 479 trabalhadores submetidos a condições análogas às de escravidão ao longo do mês de agosto. As fiscalizações foram realizadas em 18 estados e no Distrito Federal. Minas Gerais registrou o maior volume de resgates, concentrando 208 casos.

A legislação brasileira caracteriza o trabalho análogo à escravidão pela presença de trabalhos forçados, jornadas exaustivas, sujeição a condições degradantes ou restrição da liberdade de locomoção dos profissionais.

Entre as ocorrências constatadas pela fiscalização, está a de uma trabalhadora doméstica de 51 anos. De acordo com os auditores, ela vivia na residência dos empregadores desde os 10 anos de idade, exercendo funções domésticas sem registro em carteira e sem o pagamento regular de salários.

O levantamento das autoridades apontou ainda que, do total de pessoas retiradas dessas condições, 13 eram crianças ou adolescentes e 66 eram migrantes vindos da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau.

A maior parcela das fiscalizações ocorreu no meio rural. A construção civil liderou o número de resgatados por setor produtivo, seguida por lavouras de diferentes culturas agrícolas.

  • Construção civil em geral: 85 resgatados

  • Cultivo de café: 53 resgatados

  • Cultivo de cebola: 47 resgatados

  • Cultivo de batata-inglesa: 44 resgatados

Os empregadores identificados foram notificados pelas equipes de fiscalização a interromper as atividades e a formalizar as rescisões dos contratos de trabalho de forma retroativa.

As indenizações trabalhistas e verbas rescisórias devidas somaram mais de R$ 1,4 milhão. Cada trabalhador resgatado recebeu também o seguro-desemprego especial direcionado a esse tipo de ocorrência, composto por seis parcelas no valor de um salário mínimo.

A força-tarefa responsável pelaoperação foi integrada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Federal (PF).

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