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Após matar jovem, suspeito teria usado celular da vítima para se passar por ela

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Após matar jovem, suspeito teria usado celular da vítima para se passar por ela

A jovem Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, foi encontrada morta na última quarta-feira (2), dentro do apartamento onde morava, no bairro Conquista, em Rio Branco. Ao ContilNet, o delegado Alcino Ferreira revelou detalhes sobre como o suspeito, o argentino Daniel Nestor Gusman, agiu durante os dias que o corpo permaneceu no imóvel.

Em entrevista exclusiva ao ContilNet, o delegado contou que depois de matar a jovem, o homem teria permanecido no apartamento e usado o próprio celular da vítima para enviar mensagens às irmãs se passando por Ramona.

O delegado afirmou que a jovem foi morta com golpes de faca e enforcamento. Segundo o delegado, Gusman mantinha um relacionamento com Ramona e os dois moravam juntos havia cerca de quatro meses. O suspeito utilizava tornozeleira eletrônica e, conforme a investigação, teria cometido o crime entre a madrugada de domingo (30) e a segunda-feira (31).

“Ele manteve essa mulher em casa, morta, e com o celular dela passou a se passar por ela, a mandar mensagem para as irmãs”, relatou Alcino.

A estratégia teria sido mantida durante os dias seguintes. De acordo com o delegado, o suspeito chegou inclusive a fazer contato com o motorista de aplicativo que havia levado Ramona para casa.

Suspeito segue foragido/Foto: Reprodução

A jovem estava na casa de uma irmã e retornou ao apartamento de Uber. Para a polícia, esse deslocamento pode ter relação com o crime, já que a principal hipótese até o momento é de que Gusman tenha agido motivado por ciúmes.

“Ela voltou da casa da irmã num Uber. Pediu um Uber, ela estava na casa da irmã e voltou para casa no Uber”, explicou o delegado.

VEJA: Jovem é assassinada e corpo é encontrado dentro de casa, em Rio Branco

Ainda segundo Alcino, a investigação vai analisar as conversas e os dados armazenados no telefone da vítima para esclarecer o contato feito pelo suspeito com o motorista de aplicativo e verificar se houve alguma discussão ou outro elemento que ajude a explicar a motivação do crime.

“Ele mandou mensagem pro Uber também, tentando marcar com a mulher A gente acha até que se eles tivessem ido, poderiam ter sido mortos também”, explicou o delegado.

O caso está sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que deverá realizar a extração de dados do aparelho celular e aprofundar as diligências.

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