A disputa para eleger a maior mandioca e o tubérculo mais pesado voltou a ser uma das atrações mais aguardadas do Festival da Farinha em Cruzeiro do Sul. O concurso reuniu agricultores da zona rural que levaram ao evento exemplares impressionantes, evidenciando a fertilidade do solo e a dedicação dos trabalhadores do campo na região do Juruá.
Entre os competidores que chamaram a atenção esteve Filipe da Silva, que apresentou uma mandioca plantada em novembro do ano passado e colhida por sua família. “Na verdade nós só aramos a terra e plantamos ela, sem segredo. Mas deu sol, foi bonito”, relatou Filipe, destacando o trabalho de seu pai e de seu tio no manejo e na colheita.
Já na categoria de peso, o destaque foi o agricultor José Nascimento, vindo da comunidade Final do Dia, que apresentou um exemplar de 31,9 kg, fruto de cerca de dois anos de cultivo. “Ela precisa ter cuidado, mas principalmente do solo. Se o solo for bom, a mandioca vai se desenvolver melhor do que as outras”, explicou José, referindo-se à variedade conhecida na região como ‘Curitiba’ ou ‘Verdeira’. “Na verdade eu não estava esperando, porque nos anos passados já teve bons competidores. Mas esse ano percebi que ela estava um pouquinho melhor, então resolvi competir.”
Incentivo e modernização no campo
O Secretário Municipal de Agricultura, Etemilson ‘Nildson’ Moura, ressaltou a importância das competições para valorizar e estimular quem vive da terra, além de destacar o ambiente de paz da festividade.
“Aqui, o que a gente pode observar no nono festival é um ambiente muito familiar e acolhedor. Hoje é símbolo disso porque está a Igreja Católica e os evangélicos aqui demonstrando sua fé. Isso demonstra o compromisso de paz que a gestão do nosso prefeito tem com a nossa cidade, trazendo desenvolvimento e também entretenimento”, afirmou o secretário.

Moura detalhou os resultados das provas e o impacto do trabalho anual dos agricultores: “Hoje foi o concurso da maior mandioca e da mandioca mais pesada. O nosso produtor precisa ser incentivado a continuar com essa cadeia produtiva tão importante para a nossa economia. A mandioca mais pesada aqui deu 31 quilos, e a maior deu 3 metros e meio, ou seja, os nossos produtores passam o ano todo cuidando desse plantio para poder competir. Isso incentiva a nossa população, principalmente o nosso produtor rural, a potencializar uma cadeia produtiva que sempre foi a base da nossa economia.”

O titular da pasta agrícola também reforçou as inovações tecnológicas apresentadas durante a feira para transformar o setor. “A Secretaria de Agricultura está aqui com inovações. Nós estamos fazendo a demonstração, nesse nono festival, da casa de farinha tradicional, da casa de farinha automatizada e da casa de farinha móvel, ou seja, tentando mudar o modelo de produção dessa cadeia produtiva para que o valor agregado chegue realmente ao nosso produtor, para reduzir custo e aumentar a produção, porque nós acreditamos que para gerar emprego e renda tem que ser por meio de produção e industrialização”, apontou.
A programação segue nos próximos dias com outros concursos tradicionais. “Vai ter outras competições também: o melhor prato derivado da mandioca, a maior tapioca e a nossa tradicional farinha, a melhor farinha do mundo. No último dia vai ter essa competição e vai também sair aqui um vencedor”, concluiu Nildson Moura.







