Os dois casos que mais têm movimentado as disputas e controvérsias em torno das eleições de 2026 não devem terminar antes do pleito. Tanto a investigação da PF (Polícia Federal) sobre o Banco Master quanto a apuração envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, devem seguir pelos próximos meses e eventuais conclusões ficam para depois das eleições.
No caso envolvendo Daniel Vorcaro, a expectativa era de que o inquérito fosse finalizado ainda em agosto. Mas informações obtidas pela CNN indicam que a PF pediu mais 60 dias para investigar a compra de títulos do Master pelo BRB.
Além disso, sucessivos pedidos de adiamento de depoimentos apresentados pelas defesas dos investigados devem comprometer o cronograma inicial.
Daniel Vorcaro devia falar à PF na última quinta-feira (20), mas o depoimento foi adiado a pedido da defesa e não há nova data. Esse não foi um episódio isolado. O empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, teve sua oitiva adiada três vezes. O último depoimento estava previsto para o mês passado e também não tem nova data definida.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), que seria ouvido na mesma semana em que Augusto Lima, é outro que teve o depoimento adiado após um pedido da defesa.
Investigação sobre Lulinha
No caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a apuração da CNN aponta que a Polícia Federal deve concluir somente no fim do ano a investigação que também envolve o ex-assessor presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. A corporação ainda avalia se será necessário marcar depoimentos dos investigados.
Neste momento, os investigadores concentram esforços na análise das provas obtidas no celular da empresária e lobista Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha. A decisão sobre eventuais oitivas deve ser tomada somente após a conclusão da perícia técnica no aparelho.
O cronograma também pode ser afetado caso a investigação dependa de medidas de cooperação internacional, já que Lulinha atualmente vive na Espanha, o que pode dificultar a realização de intimações e depoimentos.
O filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém, já sinalizou disposição para retornar ao Brasil caso seja chamado a depor.
Lulinha é alvo de três inquéritos. As investigações são desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes relacionadas a descontos indevidos em benefícios do INSS.







